Um novo início

Quando comecei o nhoc! a idéia era mais registrar a gravidez e os momentos iniciais de ser mãe, a descoberta do bebê e tudo o mais. Ou seja, o foco não era a mãe, ou o pai, ou mesmo a família. Minha intenção era registrar os momentos da barriga e do novo integrante que chegava.

O tempo passou, eu parei de registrar muita coisa da Alice, não por não querer, mas por pura falta de tempo (e quando havia algum tempo, eu não estava com energia). Como depois pude ver, as crianças parecem sempre seguir firmes e fortes na sua aventura de crescer. No fundo, muitos dramas maternos e paternos em relação aos pequenos não têm tanto peso assim. Optando por uma escolha ou outra, elas sempre seguem em frente, crescendo e aprendendo. Não quero dizer que tanto fez, tanto faz as nossas escolhas como pais (longe disso!), mas para eles não há grandes dramas. A simplicidade deles parece diametralmente oposta às complicações das vidas dos pais.

Hoje em dia eu acompanho com prazer e felicidade o desenvolvimento da minha pequena, cada dia mais linda e esperta (eu sou a mãe, eu sou a mãe! :D), e ao mesmo tempo tento encontrar algum equlibrio nessa maluquice de ser mãe, ser profissional, viver numa cidade bagunçada feito São Paulo (e que eu adoro), cuidar da casa, cozinhar e ainda encontrar algum tempo para se cuidar. Eu cheguei naquele ponto onde entendo perfeitamente que ser mãe é padecer no paraíso. Agora, é sobre essa história que eu quero contar.

PS: ah, e tudo isso se aplica ao pai também, que nesse redemoinho todo também tenta conciliar o mundo.